William de Freitas, da Saltense para o Avalanche FC dos Estados Unidos

William de Freitas Oliveira passou por quase todos os percauços que a grande maioria dos jovens atletas brasileiros passam ou já passaram no difícil mundo no futebol. Nasceu em uma pequena cidade, começou a jogar muito cedo, passou por vários clubes, se desiludiu com o futebol e quando tudo já parecia perto de fim, uma porta se abriu e o sonho de fazer o que tanto ama, recebendo salário e jogar em um clube com uma boa estrutura, parece estar muito próximo de se realizar.

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Nascido em Itu, começou a jogar aos 7 anos em escolinhas de futebol, jogou até os 19 anos, quando parou justamente por não ter um empresário. Passou por vários clubes de São Paulo, entre eles a Saltense e a Portuguesa de Desportos, clube que hoje vive o pior momento de sua história, após ser rebaixado para a quarta divisão do campeonato brasileiro.

Recentemente seu mundo deu uma volta, quando um empresário viu seu material e lhe falou sobre a possibilidade de jogar em um clube nos Estados Unidos. O clube seria o Avalanche USA FC, que disputa a liga UPSL (United Premier Soccer League) quarta divisão do futebol Norte Americano, a mesma liga que joga o Las Vegas City, clube também recentemente formado, que em sua partida de estréia teve a participação de Ronaldinho Gaucho.

O Avalanche também é um clube muito novo, foi fundado em maio desse ano e além da UPSL, foi convidado a participar da Copa Alianza, que será realizada no mês de dezembro em Huston no Texas.
O time treina no complexo esportivo Ralph M. Lewis em Fontana, no estado da Califórnia a uma hora de Los Angeles, é comandado pelo técnico brasileiro Alaércio Elicher, um profissional com mais de 30 anos de experiência no mercado de futebol dos Estados Unidos e do Brasil.


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Hoje com 23 anos, vive a expectativa de voltar a jogar profissionalmente, mas para isso, enfrenta a espera pela burocracia para que sua documentação fique pronta e assim poder embarcar nessa grande aventura.
Será sua primeira vez nos Estados Unidos, sua empolgação é grande pois espera encontrar lá o que não conseguiu ver no Brasil, seriedade e a valorização do atleta.
William tem acompanhado o crescimento do futebol americano e acredita que o investimento que está sendo feito, principalmente com a contratação de grandes astros como Kaká, Thierry Henry e Didier Drogba podem ajudar a impulsionar o futebol por lá e acredita que pode crescer junto.
Com o ensino médio completo e estudando radiologia, William tem um inglês de nível básico, mas isso não o intimida já que a vontade de jogar supera todo e qualquer obstáculo.

O próprio William teve que preparar e arcar com os custos de toda a documentação para dar entrada em seu visto, o clube enviou uma carta convite para comprovar o objetivo de sua viagem, que será paga pelo clube, que também pagará por sua acomodação. O salário ainda não foi definido, será acertado em uma reunião assim que o atleta estiver em solo americano.

Um mudança como essas está tirando o sono do jogador, mas nessa hora, o apoio da família e dos amigos é fundamental. “Estão todos muito animados pois eles tem certeza que essa é uma oportunidade única, que eu espero há muito tempo. Eles estão me apoiando o máximo.” disse William.

 

Por: RALF FURTADO

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