Copa América Centenário traz de uma vez por todas o futebol aos Estados Unidos

Copa-America-CentenarioA edição Centenário da Copa América de futebol foi o torneio de futebol mais importante que os Estados Unidos sediaram desde a Copa do Mundo de 1994. O torneio internacional mais antigo do planeta completou um século, , disputado nos EUA, país no qual o futebol é o esporte que desperta menos interesse. Ou não? A realidade é que muitas coisas mudaram no futebol dos Estados Unidos desde 2004. Em um país onde há quatro esportes hegemônicos –futebol americano, basquete, beisebol e hóquei–, o futebol já estabeleceu as bases para ser o quinto. Aquele time que disputou a Copa de 1994 e chegou às oitavas de final, havia um zagueiro que se tornou conhecido por ousar com chutes de bicicleta. Marcelo Balboa lembra que os jogadores de futebol tinham que explicar a que se dedicavam. “Havia muita gente que não sabia quem éramos”, conta Balboa por telefone, de Denver, onde é comentarista esportivo. “Não acho que as pessoas tenham se dado conta até 2002”, quando a equipe nacional chegou às quartas de final na Copa da Coreia do Sul e Japão.

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Marcelo Balboa, zagueiro que se tornou conhecido por ousar com bicicletas

“A geração que nos viu jogar naquele Mundial agora tem filhos. São pessoas que já se educaram vendo futebol. Isso é fantástico”, diz Balboa. Pela primeira vez, explica o ex-jogador, há uma geração de torcedores que não só conhece futebol, como também praticou o jogo na escola, ao lado dos esportes dominantes. A cultura de futebol é mais profunda. E isso só pode crescer. “Há agora mais crianças praticando soccer que em toda a história”, diz Balboa. Pela primeira vez, de modo maciço, o futebol é algo que se vive em família.”

Os Estados Unidos são o segundo país onde mais gente joga futebol: 24,5 milhões de pessoas, segundo a FIFA, somente atrás da China (26,1 milhões) e à frente da Índia (20,5), Alemanha (16,3) e Brasil (13,2). São o segundo país com mais jogadores federados, 4,2 milhões, só ficando atrás da Alemanha (6,3). Na Copa da África do Sul, em 2010, a final foi vista por 24,3 milhões de espectadores. Na final do Brasil, em 2014, eram 26,5 milhões de espectadores nos EUA – foi a partida de futebol mais vista da história nesse país. Todos esses dados indicam um mercado em expansão para o futebol, talvez o único que resta, ao lado da China.

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A CONSOLIDAÇÃO DO ‘SOCCER’

Os Estados Unidos são o segundo país onde mais pessoas jogam futebol: 24,5 milhões, segundo a FIFA, só perdendo para a China (26,1) e à frente da Índia (20,5), Alemanha (16,3) e Brasil (13,2). Além disso, são o segundo país com mais jogadores federados, 4,2 milhões, só atrás da Alemanha (6,3).

A final do Brasil 2014 foi acompanhada por 26,5 milhões de espectadores – a partida de futebol mais vista da história desse país–, um crescimento exponencial em comparação com os 24,3 milhões de norte-americanos que viram a final da África do Sul 2010.

A televisão norte-americana é a que oferece mais horas de futebol ao vivo do mundo, segundo um relatório publicado pela The Economist.

Em algumas pesquisas o futebol já aparece como o quarto esporte mais popular na televisão, à frente do hóquei, das corridas de carros, do tênis e do golfe.

Em um tradicional churrasco do Memorial Day, no mês passado, a final da Champions League do sábado entre o Real Madrid e o Atlético podia fazer parte da conversa tanto como as possibilidades do Golden State Warriors de chegar à final da NBA. A partida foi transmitida ao vivo pela Fox, com grande repercussão antes e depois. Não havia bar de esportes sem Champions nas telas. Todo torcedor de esporte nos EUA sabia que se jogava algo muito importante. “A final da Copa do Rei foi transmitida ao vivo pela ESPN”, explica Andy Markovits, cientista político da Universidade de Michigan e estudioso do esporte. “Há cinco anos, nenhum de meus alunos saberia o que era.” Da mesma forma, “há cinco anos ninguém saberia quem é Mourinho” e agora a notícia de sua contratação pelo Manchester United é uma entre tantas nos programas esportivos.

A EQUIPE FEMININA

Alfonso Mondelo, diretor esportivo da Major League Soccer (MLS), calcula que entre 10 e 15 milhões de crianças no país praticam o futebol. São, além disso, filhos de “pais jovens que também jogaram futebol”. “Hoje, de 40 anos para baixo todo mundo jogou futebol neste país”, afirma Mondelo. A liga norte-americana tem também duas décadas e está entrando em sua segunda geração de torcedores. Os Estados Unidos estão construindo sua própria tradição de ver futebol em família. Os fundamentos já estão assentados.

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Além do mais, há a seleção. Os norte-americanos podem viver a torcida coletiva pelo esporte de uma forma que o futebol americano e o beisebol não permitem. Por isso é fundamental para a arrancada definitiva do apego ao futebol em grande escala não só fazer um bom papel nesta Copa América, como também a classificação do país para o Mundial da Rússia em 2018. E também que os homens comecem a despertar tanto como a equipe feminina, que se transformou nestas duas décadas na melhor do mundo, com vitórias na Copa e nos Jogos Olímpicos.

Como acontecimento, a Copa América Centenário, teve o problema de coincidir com a Eurocopa, que está acontecendo na França. A luta pela audiência norte-americana está armada. Alfonso Mondelo confirmou que a Copa América foi o evento esportivo mais importante do verão nos Estados Unidos, à frente das corridas da Nascar, a temporada de beisebol e o US Open. Em algumas pesquisas o futebol aparece já como o quarto esporte mais popular na televisão, ultrapassando o hóquei, as corridas de carros, o tênis e o golfe.

“O ‘soccer’ mudou de verdade nos Estados Unidos”, afirma o professor Markovits. “Tudo isto não teria acontecido se não fosse aquela Copa e sem o sucesso das mulheres. Isto levou décadas e agora está decolando. Não acredito que seja na minha vida, mas em algum momento os Estados Unidos ganharão uma Copa.”

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Apresentação – Ralf Furtado
Câmera – Jorge Lameiras

Falamos com Victor Pagliari Giro, mais conhecido como PC. Jogador que recentemente conquistou uma vaga no time titular do Orlando City, depois de passar por outros clubes dos Estados Unidos como o Fort Lauderdale Strikers e o Tampa Bay Rowdies. 

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  • PC você pode nos explicar o porque do apelido PC ?

– Bom, PC porque quando era garoto ainda, que jogava no Corinthians falavam que eu parecia outro jogador que o nome dele era Paulo César, aí como tinha essa semelhança minha com ele e até o jeito de jogar, canhoto a posição tudo, e aí começaram a me chamar de PC. E aí no começo eu até tentei mudar para deixar o meu nome mesmo, mas aí todo mundo começou a pegar PC, PC, PC… E aonde eu vou hoje, todo mundo me conhece como PC. Então hoje às vezes, quando me chamam pelo meu nome mesmo, até difícil eu atender, mas tranquilo, é um nome legal eu tô conseguindo levar bem.

  • Como é que se deu essa sua ascensão dentro do futebol americano, como é que você tá sentindo isso? Você acha que o mercado americano é um mercado interessante para para brasileiros que não tem espaço no Brasil, devido à concorrência, você acha que vale a pena investir aqui?

– Não só para brasileiros, mas como também para todo o jogador. Acho que o crescimento aqui no Estados Unidos está excelente, acho que em um futuro próximo vai estar uma liga brilhante. Já é uma liga muito boa, acho que com mais 3 ou 4 anos vai estar fantástica. Então acho que vale a pena sim, como tem muitos jogadores nomeados vindo para cá, como o Kaká, Schweinsteiger, entre outros. Então acho que tem tudo para para virar uma liga brilhante.

LEIA TAMBÉM: Quem é “PC”, jogador brasileiro em acensão no Orlando City?

Apresentação: Ralf Furtado
Câmera: Henrique Furtado

 

O reconhecido técnico de futebol Marcos Machado acaba de inaugurar sua nova Academia de Futebol em Orlando, a GGS. O espaço com 6 campos de grama natural fica em Ocoee e já está realizando tryouts com uma grande quantidade de novos atletas.
O diretor técnico da Golden Goal Sports é Marconi Machado, filho e braço direito de Marcos Machado.

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Apresentação: Ralf Furtado

O time de Orlando perdeu de 3×1 para o Miami FC em sua partida de estréia na US Open Cup 2017, com três gols do brasileiro Stefano Pinho, que pela priemeira vez em sua carreira como jogador profissional, consegue fazer um Hat-trick.

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Na primeira participação na US Open Cup, o Orlando City perdeu para o Miami FC pelo placar de 3×1 no estádio do Orlando. O time do Kaká jogou praticamente com a equipe reserva, poupando grande parte dos titulares para uma importante partida da MLS no final de semana.

O grande destaque da partida, foi o brasileiro Stefano Pinho que marcou os três gols do clube de Miami e “pode pedir música no Fantástico” garantiu a vitória do Miami FC.

Stefano Pinho está no Estados Unidos desde 2015, tendo jogado anteriormente no Fort Lauderdale Strykers e no Minnesota United. Em 2014 jogou por empréstimo no futebol Finlandês, atuando uma temporada pelo MyPa.  Essa essa primeira temporada no Miami FC, os três gols marcados nessa partida, provavelmente deixarão o atacante em uma situação bem confortável dentro do clube.

Apresentação: Ralf Furtado
Câmera: Bruno Furtado

 

Durante o show do cantor Daniel na Fun Fest da Florida Cup 2017, falamos com ex zagueiro do Corinthians e do Flamengo, Fabio Luciano sobre sua participação no jogo das Estrelas, que irá reunir grandes astros do futebol e artistas brasileiros.

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Apresentação – Ralf Furtado
Câmera – Jorge Lameiras

 

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