Investimento e ascensão: o “boom” do futebol nos Estados Unidos

Esporte cresce no país e passa a chamar a atenção de torcedores. Expectativa é que Copa do Mundo que será realizada no Brasil ajude ainda mais no desenvolvimento

Tour da Taça loja EUA (Foto: Rodrigo Faber)

Produtos da seleção de futebol norte-americana têm sido exibidos em destaque em lojas dos EUA (Foto: Rodrigo Faber)

À exceção do Brasil, o país que mais comprou ingressos para a Copa do Mundo de 2014 foi os Estados Unidos. De acordo com estimativa da Fifa, a menos de dois meses para o início do torneio, quase 170 mil ingressos foram adquiridos pelos americanos. O crescimento do futebol no país é uma realidade. Conhecido pela organização e seriedade em relação ao esporte como um todo, desde o universitário ao profissional, o lar do futebol americano, do basquete e do beisebol agora convive também com o “soccer”, antes completamente ofuscado pelas outras modalidades.
Na televisão americana, propagandas sobre futebol e a Copa do Mundo são mostradas a todo momento. Nas ruas de grandes cidades, como Washington DC, Miami e Los Angeles, pessoas com a camisa da seleção americana são uma constante. As altas médias de público da MLS (Major League Soccer), principal liga de futebol do país, chamam a atenção de jornais locais. E o principal: novos times são anunciados para as próximas temporadas.

Tour da Taça Sunil Galati (Foto: Rodrigo Faber)

O presidente da USSoccer, Sunil Galati, considera que o futebol tem crescido nos EUA (Foto: Rodrigo Faber)

Na última semana, o dono do Atlanta Falcons – umas das franquias da NFL (National Football League) – anunciou a criação de um time de futebol para a cidade. Será a 23ª equipe do país, e começará a jogar a MLS em 2017. No ano que vem, estrearão Orlando City e New York City FC. Para 2016, está previsto o início de um time em Miami, encabeçado pelo ídolo inglês David Beckham, que atuou no Los Angeles Galaxy entre 2007 e 2012.
– Tivemos um crescimento muito grande nos últimos 25 anos. Podemos fazer com que o futebol alcance um patamar ainda melhor, tenho certeza disso. Mas já estou muito satisfeito com a proporção que o esporte tomou nos Estados Unidos – afirmou Sunil Galati, presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos (USSoccer).

EVOLUÇÃO NOS EUA
Curiosamente, antes o futebol era considerado um esporte voltado quase somente para as mulheres nos Estados Unidos. Desde a criação da Copa do Mundo Feminina, em 1991, o país não ficou abaixo da terceira colocação: foram dois títulos (1991 e 1999), além de um vice (2011) e três terceiros lugares (1995, 2003 e 2007). Já a seleção masculina teve o maior desempenho na primeira edição do Mundial, em 1930, quando ficou na terceira posição.

estádio Beckham em Miami MLS (Foto: Reuters)

Projeto de estádio de David Beckham em Miami: inglês pretende criar um time na cidade em 2016 (Foto: Reuters)

De 1990 para cá, os Estados Unidos quebraram um tabu de 20 anos sem participar da Copa – já que a última aparição havia sido em 1950 – e figuraram em todas as edições. A profissionalização do futebol e a campanha cada vez mais forte em torno da imagem do esporte contribuíram para que a evolução chamasse a atenção de habitantes americanos e também de estrangeiros. O caráter popular da modalidade para o restante do planeta também fez com que os Estados Unidos “crescessem os olhos” para o futebol.
– O número de crianças que joga futebol no nosso país é impressionante. Agir nesse ponto, na juventude, é o mais importante. Não podemos chamar o futebol de esporte do futuro nos Estados Unidos, mas sim do presente – completou Sunil Galati.
Durante a passagem da taça da Copa do Mundo pela capital Washington DC, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deu um discurso considerado surpreendente. O político colocou a final do Mundial acima dos grandes eventos americanos, como a World Series (decisão do beisebol), o SuperBowl (final do futebol americano) e os jogos finais da NBA (basquete), citando a paixão dos torcedores como um dos motivos principais.
– Não há nada como a Copa do Mundo. Ela junta todos os países e cria um ambiente inacreditável – resumiu.

Tour da Taça Washington Wizards Nenê (Foto: Rodrigo Faber)

O brasileiro Nenê aparece no telão em jogo de basquete: norte-americanos têm investido em futebol (Foto: Rodrigo Faber)

CRESCIMENTO ENTRE TORCEDORES
Foram ouvidos fãs de basquete e beisebol, em partidas da NBA e da MLB, nas cidades de Washington e Los Angeles, respectivamente. Nem todos se mostraram fãs de futebol, mas a maioria admitiu que o crescimento do esporte impressiona, e que não seria surpresa vê-lo sair da sombra das grandes modalidades americanas em breve.
– Antes, o futebol era forte somente nas cidades com grandes comunidades latinas. Hoje é uma realidade para todos nós. Tenho certeza que durante a Copa o país inteiro irá acompanhar e torcer – disse Pablo, colombiano que vive em Los Angeles desde os 2 anos de idade.
– Eu, particularmente, não gosto muito de futebol, mas aqui temos essa cultura de acompanhar tudo o que é da cidade. Os times de basquete e hóquei, por exemplo, dividem o mesmo ginásio. Se os times de futebol se espalharem, vão ter cada vez mais torcedores. O DC, aqui em Washington, é um bom exemplo – opinou Sarah, fã de basquete e torcedora do Washington Wizards.

Em 2010, um vídeo ficou famoso por “provar” o crescimento do futebol nos Estados Unidos. As imagens mostram reações de torcedores em diferentes pontos do país ao gol de Landon Donovan, aos 45 minutos do segundo tempo, na partida contra a Argélia. A vitória deu aos americanos a classificação às oitavas de final e o primeiro lugar do grupo. A grande comemoração dos americanos reforçou o interesse pelo esporte e incentivou grandes empresas a apostarem cada vez mais em patrocínios.

OBJETIVO É PASSAR DE FASE

2222Dinheiro investido também na MLS, que ganhou projeção após a chegada e o envolvimento de David Beckham com o futebol local. Na última temporada, a média de público da liga americana foi de aproximadamente 18 mil pessoas. As equipes ainda disputam a copa local (US Open Cup) e a Liga dos Campeões da Concacaf – embora nenhum time dos Estados Unidos tenha sido campeão até hoje.

Tour da Taça beisebol Los Angeles Dodgers (Foto: Rodrigo Faber)

Torcedores assistem ao LA Dodgers: norte-americanos ainda preferem o beisebol ao futebol (Foto: Rodrigo Faber)

Eliminada por Gana nas oitavas de final da última Copa do Mundo, a seleção americana ficará instalada em São Paulo durante a edição deste ano. Comandada pelo alemão Jurgen Klinsmann, a equipe busca fugir de qualquer projeção e tentar surpreender logo na primeira fase, quando enfrentará Alemanha, Portugal e Gana.
– Para todo mundo, em uma Copa do Mundo, o mais importante é a primeira fase. Ali você vê quem é quem. Exceto para o Brasil, que nesse ano, só tem uma expectativa: vencer a Copa do Mundo. Acho que as outras seleções passam a pensar nos próprios objetivos a partir das oitavas de final. No mata-mata tudo é possível – opinou Sunil Galati.
A estreia dos Estados Unidos na Copa será no dia 16 de junho, contra Gana, na Arena das Dunas, na região metropolitana de Natal. Os americanos voltam a campo no dia 22, diante de Portugal, na Arena da Amazônia, em Manaus, e fecham a participação na primeira fase contra a Alemanha, dia 26, na Arena Pernambuco, em Recife.

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