Como conseguir uma bolsa de estudos como atleta em uma universidade americana

Empresas especializadas buscam vagas de acordo com o perfil do aluno, mas é possível se candidatar direto com técnicos esportivos.

A decisão sobre quem recebe bolsa esportiva em faculdades norte-americanas é dos técnicos das equipes universitárias, que usam o benefício para atrair bons atletas – e consequentemente resultados positivos – para os seus times. A chance de um estudante ser escolhido está, na essência, em convencer pelo menos um deles de que merece o benefício.
Como todas as faculdades têm páginas na internet com informações sobre a área de esportes, o nome e o email dos técnicos, atletas brasileiros interessados em uma vaga podem tentar se candidatar entrando em contato diretamente com eles. Podem também procurar indicações de pessoas que já conhecem os treinadores ou terem a sorte de serem observados (e escolhidos) por Scouts que eventualmente visitam clubes brasileiros em busca de talentos. No entanto, um dos caminhos mais utilizados para se obter uma vaga, e muitas vezes mais seguro, é através de empresas especializadas em realizar o meio-de-campo entre o atleta e as universidades.

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Desde 2001, muitas empresas tem oferecido consultoria para preparar alunos para a graduação nos EUA e encontrar uma bolsa adequada ao perfil de cada um, conforme preferências, condições econômicas, potenciais esportivos e acadêmicos. “Se o cara é bom de bola e bom estudante, tem que procurar um tipo de universidade, mas se é um atleta de alto nível e nem tão bom aluno, provavelmente vai se adaptar melhor em outro lugar”, diz o fundador e diretor de uma desas empresas. “Somos o empresário do estudante: em vez de procurar time, buscamos uma bolsa”, exemplifica.

No ano passado, apenas uma empresa enviou 250 atletas para os EUA. A empresa ajuda esportistas de 12 modalidades (das populares futebol e vôlei às menos praticadas golfe e esgrima). Pelo trabalho, que começa um ano antes da viagem e inclui gravação de vídeo, contato com técnicos, avaliação de potencial, do nível de inglês, orientação sobre treinamento para os testes exigidos pelas faculdades e encaminhamento de documentos necessários, as empresas costumam cobrar de R$ 7 mil a R$ 9 mil. Antes de embarcar o aluno ainda precisa desembolsar em torno de R$ 5 mil em passagens aéreas, aulas de inglês, inscrições nos exames, tradução de documentos, visto e seguro de saúde.
Todos os anos acontece um evento na Flórida onde estudantes de vários países buscam vagas para 100 universidades. Os candidatos participam de competições de basquete, futebol, golfe, tênis e vôlei enquanto são observados por Scouts de faculdades. A viagem também inclui passeios à praia e visitas a parques temáticos.

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O pacote custa em torno de R$ 6 mil e é válido para alunos de 16 a 26 anos. Na volta, eles recebem cerca de 10 propostas de bolsas ou o dinheiro de volta. “Isso nunca aconteceu. Ninguém paga esse programa se não tiver condições de apresentar um bom desempenho esportivo e ser escolhido”, diz o gerente de uma outra empresa especializada.

Os custos não terminam no momento da seleção. Como apenas uma pequena parcela consegue propostas que cubram 100% da faculdade, ainda é preciso investir de R$ 6,6 mil (US$ 4 mil) a R$ 15 mil (US$ 9 mil) por ano para se manter estudando. No programa Idea, entre 10 e 15% dos participantes obtêm bolsas integrais; de 30 e 35% recebem bolsas de estudo, mas pagam pela acomodação e alimentação; e de 50 e 60% dos alunos recebem benefícios parciais. “Se botar na ponta do lápis, ainda vale a pena. É o que se paga por um curso superior no Brasil, mas a experiência é muito diferente. Lá os alunos moram no campus, tem uma estrutura física fantástica à disposição, vivem a universidade”, diz a gerente de uma das empresas.

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Quem não tem condições de arcar com todos esses gastos pode procurar o auxílio do Education USA-Alumni e tentar concorrer a uma ajuda extra – além da bolsa universitária – do próprio governo norte-americano. Para Thaís Burmeister Pires, gerente do centro de orientação, os estudantes devem se informar bastante para conhecerem todas as oportunidades que têm à disposição: o Education USA promove palestras sobre opções de intercâmbio, tem bibliotecas em várias unidades do País, informações disponíveis na internet e presta esclarecimentos gratuitamente. Já a Fundação Lemann oferece ajuda para cobrir os custos da viagem e do serviço de uma operadora para jovens considerados muito talentosos, mas com poucos recursos financeiros. A seleção, nesses casos, é feita pela própria consultoria especializada.

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No primeiro vídeo da série “Brasileiros que Fazem a Diferença”, falamos com Márcia Romero que mora nos Estados Unidos desde 1996 e hoje está a frente da fundação PEOPLE WHO MAKE A DIFFERENCE. Esse projeto faz um belíssimo trabalho social com pessoas que precisam de suporte, principalmente na área de saúde em um grande trabalho angariando doações e orientando a quem precisa.

Apresentação: Ralf Furtado
Câmera: Jorge Lameiras

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Canal EUA Sports fala com o CEO do Orlando City Alexandre Leitão sobre o crescimento do mercado de futebol dos Estados Unidos. As projeções do clube para o ano de 2016 e as possibilidades do mercado americano em relação ao futebol brasileiro

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O futebol em uma High-School Americana mostrado pelo Futebol EUA. Visitamos a Lake Mary High-School onde foi realizada a final do campeonato entre a Lake Mary e a Lake Brantley High School. Lake Mary saiu campeã e falamos com alguns pas sore essa experiência

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Apresentação – Ralf Furtado
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Falamos com Victor Pagliari Giro, mais conhecido como PC. Jogador que recentemente conquistou uma vaga no time titular do Orlando City, depois de passar por outros clubes dos Estados Unidos como o Fort Lauderdale Strikers e o Tampa Bay Rowdies. 

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  • PC você pode nos explicar o porque do apelido PC ?

– Bom, PC porque quando era garoto ainda, que jogava no Corinthians falavam que eu parecia outro jogador que o nome dele era Paulo César, aí como tinha essa semelhança minha com ele e até o jeito de jogar, canhoto a posição tudo, e aí começaram a me chamar de PC. E aí no começo eu até tentei mudar para deixar o meu nome mesmo, mas aí todo mundo começou a pegar PC, PC, PC… E aonde eu vou hoje, todo mundo me conhece como PC. Então hoje às vezes, quando me chamam pelo meu nome mesmo, até difícil eu atender, mas tranquilo, é um nome legal eu tô conseguindo levar bem.

  • Como é que se deu essa sua ascensão dentro do futebol americano, como é que você tá sentindo isso? Você acha que o mercado americano é um mercado interessante para para brasileiros que não tem espaço no Brasil, devido à concorrência, você acha que vale a pena investir aqui?

– Não só para brasileiros, mas como também para todo o jogador. Acho que o crescimento aqui no Estados Unidos está excelente, acho que em um futuro próximo vai estar uma liga brilhante. Já é uma liga muito boa, acho que com mais 3 ou 4 anos vai estar fantástica. Então acho que vale a pena sim, como tem muitos jogadores nomeados vindo para cá, como o Kaká, Schweinsteiger, entre outros. Então acho que tem tudo para para virar uma liga brilhante.

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Apresentação: Ralf Furtado
Câmera: Henrique Furtado

 

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